Image Map

25 de outubro de 2015

Feliz segunda-feira nova!

Segunda-Feira é o dia da preguiça, do cansaço, do tédio, o dia mais chato pra semana, é o dia de virar de lado na cama, de ficar deitado só mais cinco minutinhos, é o dia do atraso e da correria, o dia que te lembra que faltam 5 dias para sexta chegar.

O que ninguém vê sobre a segunda-feira é que ela não é o dia triste que devemos nos lembrar que a nossa vida não é como gostaríamos, ela é o primeiro dia de uma nova semana que não precisa ser interpretada como um castigo.

Esses cinco dias fazem parte de você na mesma intensidade do bar de sexta-feira a noite, da balada de sábado, do cinema no fim do domingo. A sua vida não começa no primeiro copo de cerveja, ou só quando você acorda meio-dia no seu único dia de descanso e não termina quando começa a música do fantástico, ela já começou e ela continua aí, a chegada de segunda-feira é só um lembrete para você vivê-la.

Hoje é um ótimo dia para colocar em prática aquela lista de coisas a fazer do começo do ano, lembra? É o dia de mudar, dos planos, de cumprir aquela promessa que você fez pro espelho, é o dia de fazer com que a sua vida seja o que você quer, ou ao menos tentar dar um açucarada. É o dia de mudar o seu ponto de vista e de enxergar esses cinco dias que você tem pela frente como uma história em potencial. A segunda-feira é o ano novo que começa toda semana.


Feliz segunda pra você!

28 de julho de 2015

Mito da Caverna

Viva! Não era uma comemoração, era um grito, uma súplica, um pedido de joelhos, Viva, por favor!

Um homem olha, com seus olhos vermelhos, sem compreender. Estou vivo, estou respirando.

Do outro lado existe alguém que sabe que não é verdade, a vida não se faz, não existe naquele mundo.

Ele já esteve ali, andando entre aqueles que o mundo finge não ver e, ele próprio, não via o mundo.

Preso por correntes invisíveis, mas impossibilitado de se soltar. O vício é uma areia movediça.

O mundo parecia melhor dentro daqueles muros, os efeitos alucinógenos entorpeciam os sentidos, criavam figuras inexistentes mais bondosas que as que ele conhecia, escondiam as angustias que se tenta, a todo custo, negar. Não existe a dor, não existe a doença, não existe o vazio, não existe a morte.

 Sem espelhos, não via a própria morte que existia em si. Os olhos vermelhos, a pele flácida, a alma vazia.

Um dia encontrou um caco de vidro que refletiu a própria imagem e aos poucos foi vendo pelas rachaduras. Dentro daqueles muros as figuras bondosas não entravam, as luzes não iluminavam, não existia a paz, não existia a calma, não existia o amor.

Desprendeu-se, arrastou-se para fora, carregando o peso de se negar hábitos antigos, por mais torturantes que eles fossem.

Vez ou outra entra nos muros pra dizer o que há lá fora.

O mundo não é doce, de fato, mas o amargo que tempera os dias é melhor do que o aguado gosto da vida pela metade.

Alguns não entendem uma só palavra, outros preferem ainda observar as sombras e não há nada a ser feito.

 Apenas nós possuímos as chaves de nossas próprias algemas.


Viva, por favor!

26 de julho de 2015

Vida de universitária: como é a faculdade?


Um dos assuntos que eu adorava ler e ver vídeos era sobre faculdade, desde informações sobre o curso, materiais, até o dia-a-dia. Por isso, antes de iniciar o segundo semestre, vim contar quais foram as primeiras impressões. Professores, aulas, estudos, é tipo American Pie?

Eu estudo Publicidade e Propagada no período noturno, admito que sou nerd e a média da faculdade é oito - pausa pra vocês entrarem em choque- então a resposta para a última pergunta é não. A faculdade, pelo menos a minha, não é o ambiente festivo que muitos têm em mente, até rola uma festas no terraço e ao redor é cheio de barzinhos, mas é ali que você vai montar seu futuro profissional e, mais do que isso, adquirindo conhecimentos que você julgou serem importantes e interessantes pra você.

Claro que se você gosta nada te impede de, com consciência, ir aos barzinhos e às festas, assim esse período pode ser o melhor, mais divertido, mais louco e, ao mesmo tempo, o mais produtivo da sua vida.

Algumas coisas que percebi no decorrer da faculdade.

Os professores não dão aula à la ensino médio.
Para quem já fez cursinho sabe a diferença que faz uma aula que não se resume à lousa cheia e um resumo do que já está escrito. A maioria dos professores conversa na verdade sobre o tema, conta casos, dá sua opinião, faz você pensar, tirar suas próprias conclusões, claro que há slides, mas o conteúdo é sempre apresentado de forma mais interessante.

Estudar vai além das aulas
Tudo tem dois lados, e ao mesmo tempo  em que os professores não vão apresentar aulas chatas, também não vão dar nada mastigado. Cheguei ao fim do semestre com sensação de que podia saber muito mais, era só ter dado mais atenção para os livros indicados pelos professores.

Faltar é muito mais do que só perder um dia
Como eu disse, a faculdade é o ambiente em que você vai aprender sobre um assunto que você gosta, com o qual você quer trabalhar e quer saber discutir, cada falta você perde um montão de conhecimento que pode ser que nunca mais seja dado, afinal as aulas sendo dinâmicas, há pontos de vista dos professores, exemplos, pensamento que você formaria naquela aula e que não podem ser achados no google.

Você não vai ter tempo pra anotar e depois vai querer ter anotado tudo.
A maioria das pessoas quando fala sobre faculdade diz que não há muito o que anotar, mas, pra mim, anotações até seriam bem vindas, o que não tinha era tempo, o professor realmente não vai ficar passando textos e textos em lousas, e você vai ouvindo o que ele fala, algumas coisas você lembra, outras não e droga, eu queria ter anotado sobre aquilo lá. Você vai ter que descobrir qual o meio-termo pra isso e qual a melhor forma pra você de fato aprender o que está sendo ensinado.


3 de abril de 2015

Toca Raul!

Não tomo partidos. Não é questão de ficar em cima do muro, e sim subir nele rapidinho só pra observar e perceber que nenhum dos lados tá certo e nenhum tá errado, depois eu pulo pro lado que simpatizar mais e saio andando sem falar nada a menos que me perguntem alguma coisa.

Descobri que nem tudo é preto no branco, nem tudo precisa ser oito ou oitenta, as coisas não são completamente boas ou completamente ruins, nós apenas gostamos de catalogar tudo em uma única frente para organizar nossas prateleiras por título, não consigo, prefiro deixar tudo uma bagunça.

Não tenho opiniões formadas, mudo o tempo todo o que eu penso quando me deparo com um argumento do partido adversário que faz sentido.  Pessoas com convicção nunca me pareceram admiráveis, mas sim mentes fechadas, porque, se você tira os tampões e olha em volta, seus ideais nunca fazem sentido, não importa qual sejam.

Não gosto de definições, eu sou assim, ela é assado, o verbo ser desencadeia ideia de eternidade, prefiro o verbo estar, pois estar é momento e é apenas em algum momento perdido no tempo que a eternidade é capaz de existir.

Estereótipos estão em mais lugares que podemos imaginar e há até quem goste de tentar se encaixar, eu prefiro ignorar.

Não quer dizer que não tenha minha verdade, valores e preconceitos, apenas que acredito que toda moeda tem dois lados e a gente nunca sabe qual vai ser nossa reação se formos postos em uma situação diferente da que estamos acostumas.


Nunca diga nunca é um lema e metamorfose ambulante é minha música, mas esquece de tudo que eu falei, até amanhã já mudei de opinião.

15 de março de 2015

Na pele do cordeiro: Sou perfeccionista e agora?

Depois do  post G-I-G-A-N-T-E sobre o que se sente na pele do perfeccionista chegou o tão esperado momento em que eu revelo a cura!

Brincadeirinha! Não tem cura.

Não que você vá sofrer para todo o sempre com  essa cobrança excessiva de si mesma e dos outros, mas há todo um caminho a ser trilhado.

Primeiramente, quero deixar claro que estou nesse caminho junto com você, então eu não sou exatamente uma especialista no que vai dar certo, mas claro que eu pesquisei um pouco antes e vou juntar estas dicas com o que eu acho que pode funcionar.

Como eu disse, aceitar que tem um problema é extremamente importante, mas não acredito que seja o primeiro passo. Por que?
Porque esse é o momento em que você decide se vai  ficar paralisado, assustado com o fato de que tem um problema e acreditar que tudo está perdido e você nunca vai mudar, ou resolve fazer alguma coisa e se livrar das angustiantes sensações que acompanham sua condição. Por isso acredito que o primeiro passo seja... 

Pensar positivo. 
Não, eu não vou começar um discurso sobre a lei da atração e atrair os pensamentos, porque não sou fiel à essa teoria, no entanto nós temos sim, certos pensamentos como "eu nunca vou conseguir", "eu sou assim e sempre vou ser", "sou um fracasso", entre outros, logo tente primeiramente pensar "eu vou melhorar" e toda vez que você tiver um crise perfeccionista com esses pensamentos desagradáveis tente pensar conscientemente coisas positivas, (sem tetar não pensar nas negativas), ou ter uma conversa racional interna consigo mesma sobre.
Não vou mentir, nos momentos de crise isso não é fácil, você pensa algo positivo e sua mente rapidinho repele com coisas negativas nas quais você  acredita cegamente, não sou especialista em como lidar com isso, neste caso indico ESTE VÍDEO ( e acostumem-se com os vídeos da Flávia por que gosto muito). Mas, se não funcionar, faça isso depois, aceite seus erros para você mesmo, pense, ou até diga em voz alta "isso é normal, todo mundo erra, ninguém pensa o pior de você." Entre outras coisas.
Acredito que isso seja um grande primeiro passo, você ser capaz de se aceitar, mesmo que depois que uma crise* passar.

Assuma 
Você não precisa escrever um texto enorme sobre como se sente, mas basta dizer "eu sou perfeccionista" e, se quiser, enviar um artigo/texto que você tenha lido que se encaixe perfeitamente no seu caso, para que a pessoa, ou pessoas saibam como é. O mesmo vale pra outros defeitos, aceite e ria deles.
No entanto, faça isso por você, não espere uma determinada reação de ninguém ou que te ajudem, saiba que esta pessoa pode não entender por que você está incomodado com isso, ela pode até rir ou não saber o que dizer. Faça isso pra aceitar os seus erros perante os outros e não para que eles te mostrem a solução, ok?


Escolha uma atitude de cada vez e mude.
Pense nos hábitos que você tem  e que são causados por conta do perfeccionismo, depois disso,  escolha um para se focar em acabar com ele.
Encontrei diversas dicas específicas de como vencer o perfeccionismo, mas cada um é cada um e cada caso é um caso. Só você é capaz de compreender o que você faz que é resultado de uma mania de perfeição, o que é um vício. Algumas coisas são mais simples de vencer, comece por elas.
No meu caso, vou revisar menos. Algumas coisas se feitas uma vez com atenção já é suficiente, outras, como um texto por exemplo, precisam ser revisadas, mas uma vez só basta e ultimamente tenho revisado um milhão de vezes tudo que faço por medo de errar  e por falta de confiança.

Claro que o blog como já disse foi o meu primeiro passo, aqui estou assumindo meu problema e comecei sem ter certeza de que estava perfeito e de que eu sabia o que estava fazendo, mas agora preciso dar este passo em outros ambientes.

De o seu primeiro passo!












* Eu chamo de crise, apesar de não ser de fato uma doença, esses momentos em que nos achamos incapazes porque não fizemos algo de forma perfeita. Ás vezes é ums crise só de pensamentos ruins, ás vezes vem em forma de lágrimas, às vezes estresse.